Home Data de criação : 08/11/09 Última atualização : 11/10/17 17:49 / 19 Artigos publicados

QUEM É VOCÊ  escrito em segunda 31 agosto 2009 17:26

 



Quem é você
Que aparece em meus sonhos
Que tira meu sono
Esconde teu rosto
Nesse amor proibido?
Que ao invadir meu quarto
Me toca...Me beija...
E como sombra vai embora?
Quem é você
Que satisfaz minha vontade
E esfria-me na saudade!
Quem é você doce desejo
Que morro em seus beijos
Quem é você?
Deixa ao menos eu chorar
Tua ausência
Sonhar com teus beijos
E desse sonho
Jamais acordar...
Para não me indagar...
Quem é você?
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Acometi  escrito em quarta 19 agosto 2009 11:44

 

Palmeei o vazio na ausência

que tu fazes.
Suguei suas dores doridas ao
aliviar teus males.
Lancei-me no desespero de
uma cura
Dos mortíferos males de
uma saudade.


Deitei-me ao lado de mim mesmo.
Rolei nas ladeiras íngremes
da solidão.
Acostei-me no canto do pensamento.
Meditei, viajei
Nas vias/contorno de seu ser.


Sozinho marco os segundos,
Tal qual o relógio do sol
A iluminar com seus raios aquecidos.
Cravando em meu peito,
As horas passadas que se foram,

As horas futuras que se surgem.


Agarro-me em algo sem sentido
Aperto uma inexistência sem massa.
Entalho com as mãos calejadas
Um corpo de mulher perfeita
Seu corpo, minha amante
Minha mulher
Meu querer !!!

(J. Mochiaro)

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Soneto do amor maior  escrito em quarta 19 agosto 2009 11:38

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinícius de Moraes

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Desejos e Amor  escrito em quarta 19 agosto 2009 11:13




Desejo de ver...
Desejo de estar...
Junto com você...
Quando nos beijamos...
Não precisamos...
Nada usar...
E não usamos máquina,
Pois só o beijo
É cúmplice do nosso amar,
O beijo é nosso companheiro
Quando nos beijamos
Não prestamos atenção
Ao que fazemos,
O importante é ter um amor,
Amigo e verdadeiro,

As vezes, a gente acha,
Que o amor não presta,
Que ele não vale a pena
Outras vezes paramos
Pra pensar em coisas,
Que nos dão afeto e calor,
E não prestamos atenção nele.

O amor está sempre nos vigiando
Pra dizer beijam a vocês com ardor.
E num delírio de sensação,
De dois corpos se esfregando,
Ouvirão sussurros e gemidos,
Que farão da cautela,
Corpos se entregando,
Pra chegar ao auge do prazer,
Pra que recuar?
Deixe isso tudo acontecer.

(Tancredo AP Filho)
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O APOCALIPSE SEGUNDO O POETA  escrito em quarta 19 agosto 2009 11:00

Dias que estão por vir,

dias que já vem vindo,
vestidos de saudade,
quando o homem era humano,
as florestas não eram cinzas,
os mares eram água,
os dias claros.
claro... agora só utopia.
lágrimas, lamentações, mágoas.
o planeta triste,
habitado por pó,
morte,
cinza,
árvores disformes, em chamas.
chamo e ninguém ouve.
androídes em andrajos,
paranóias em procissão.
guerras químicas.
armas: pau e pedra.
um só deserto.
nada faz sentido,
eclipse permanente.
condomínios de locas e grutas,
vida ausente.
semi-deuses,
falsos profetas.
mentes insanas,
resposta vã;
...não haverá amanhã...
[gustavo drummond]

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